sexta-feira, 22 de outubro de 2021

DEFENSORES E DEFENSORAS DA NATUREZA E DA VIDA APAGAM FOGO NA SERRA E SALVAM ANIMAIS, PLANTAS E NASCENTES DE ÁGUA

DEFENSORES E DEFENSORAS DA NATUREZA E DA VIDA APAGAM FOGO NA SERRA E SALVAM ANIMAIS, PLANTAS E NASCENTES DE ÁGUA 

Nativas e nativos da comunidade do Covas se unem e, com ajuda de voluntários(as), conseguem apagar o fogo na serra.

Ao perceberem as chamas, as moradoras e os moradores do Covas se mobilizaram rapidamente para contê-las e impedir que o fogo descesse a serra e atingisse a comunidade. 

Ligeiramente, o pessoal montou uma base em uma casa próxima da trilha que dá acesso à serra.

É a casa de Reizinho e de Adriana, seres humanos iluminados.

Nessa casa, o povo do Covas se reuniu e subiu a serra pra fazer aceiro, abafar as chamas e rescaldar as brasas.

A partir dessa base outras pessoas agregaram. 

E alí, nos primeiros dias, foi juntando gente que chegava de diversos lugares: da Vila de Itaitu, do Piancó, da Coreia, de Jacobina, de Miguel Calmon, de Mirangaba...

Essa gente se reuniu, conversou, analisou, debateu estratégias, definiu táticas, planejou, organizou logística de compras de água, de alimentos, de cozinhar, de servir as refeições (café, almoço, janta, lanches), de lavar os pratos, de recolher o lixo, de levar quentinhas e água para os combatentes em cima da serra.

Muita demanda e muita organização, garra, determinação e resistência.

Os nativos que subiram a serra são uns tratores, verdadeiros guerreiros!

Eles possuem uma sabedoria e um conhecimento sobre o ecossistema de onde vivem incríveis. Sabem tudo!

Mais incrível ainda é a garra, a determinação, a resistência física para o combate e o amor que eles têm pela natureza.

E quem colou nos nativos, como eles, se tornaram também grandes guerreiros.

Os caras partiram pra cima do fogo e nós, voluntários(as), fomos juntos(as).

Sem EPIs... sem máscara, sem luvas, com suas próprias botas (a maioria impróprias para o combate - alguns até mesmo de sandália), com suas próprias roupas (alguns de bermuda) e também com as suas próprias ferramentas (enxada, foice, facão e balde).

Nos primeiros dois/três dias juntou muita gente, mas com passar do tempo, os que chegaram tiveram que voltar para as suas atividades. 

Então, ficaram só os nativos e mais alguns voluntários. 

Foram oito dias de combate intenso.

Oito dias subindo e descendo serra (em muitas ocasiões, mais de uma vez por dia).

Indo a locais que eram considerados inacessíveis.

Caminhos íngremes, pirambeiras perigosas.

Muita fumaça e fogo.

Na base teve enfermeira, uma equipe de saúde e materiais de primeiros socorros disponiblizados pela prefeitura de Miguel Calmon.

Depois de 4 dias de combate chegaram EPIs para os nativos e voluntários (também providenciados pela prefeitura de Miguel Calmon).

No quinto dia chegou ajuda de um grupo de bombeiros que se integrou com as brigadas de nativos(as) e voluntários(as) formando uma parceria bacana!

As doações de alimentos, água, equipamentos e pix foram fundamentais para que o trabalho de apagar o fogo fosse realizado.

 O diretor de turismo de Jacobina esteve presente na base acompanhando as ações e auxiliando na logística.

O diretor de meio-ambiente de Miguel Calmon e o ambientalista Simvaldo se hospedaram no local durante todo o período de combate e coordenaram as ações na base.

As aeronaves que foram DISPONIBILIZADAS PELO GOVERNO DO ESTADO, após contatos de cidadãos civis com deputados e lideranças políticas, também foram fundamentais.

Fundamental também foi o apoio da Prefeitura de Miguel Calmon que contribuiu para o funcionamento da logística de trabalho, através do empenho pessoal e dedicado do prefeito Caca que esteve na base do Covas e nas serras.

Nesses oito dias de combate foram servidas, em média, cento e cinquenta (150) refeições por dia: mais de mil e duzentas no total.

Teve gente que emprestou colchão e disponibilizou casa para os combatentes tomarem banho e dormirem.

Teve gente que disponibilizou carro e moto para transporte de pessoas, comida e equipamentos.

E teve muita resenha também.

Os(As) nativos(as) e os(as) voluntários(as) comungaram entre si um espírito de luta, amor, compaixão e companheirismo.

Neste clima, cantavam e contavam histórias, enquanto apagavam o fogo.

Criaram equipes e nomes das equipes, a exemplo da Equipe Trovoada que chegava feito chuva torrencial pra cima do fogo.

E o lema era: juntos somos mais forte do que o fogo e vamos vencê-lo custe o que custar!

No oitavo dia de combate, depois de uma intensa ação das equipes e o fogo debelado, veio a chuva para resfriar a terra e coroar o trabalho realizado pelos nativos, pelas nativas e pelo voluntariado.

Há muita tristeza com a destruição causada pelo fogo, mas houve também muito aprendizado e muitas novas amizades floresceram.  

O sentimento que fica é o de agradecimento e companheirismo entre todas as pessoas que ajudaram.

Fica também o exemplo de que quando a população se une pelo amor em torno de uma causa as coisas funcionam e o resultado acontece!

Viva a força do povo unido!

Viva a natureza!

Viva a força do amor!

Viva o amor! 💪🏿❤️

Roberto Teixeira (Betinho)
Brigadista voluntário, morador de Itaitu, biólogo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

aprovação do Estatuto

Hoje, dia 13 de outubro de 2021, a Associação Payayá de Guias e Condutores Ambientais de Jacobina recebeu uma mensagem do Cartório de Registros da cidade, em que a mensagem enviada nos informa que já estamos oficialmente registrados enquanto Associação.

O que isso quer dizer? 

Primeiramente isso demonstrou a capacidade de organização e o interesse dos Guias e Condutores(as) Ambientais da Jacobina para melhorar suas condições de trabalho. 

A partir de agora, enquanto Associação formalizada, nós da Payayá poderemos buscar apoio institucional - Prefeitura; MP-BA; Editais do Governo do Estado e do Federal - para obtermos recursos materiais e humanos para desenvolver nosso trabalho com eficiência e qualidade, além das contribuições de cada associado(a). 

Agora com a Associação formalizada buscaremos mais ainda a interação com a comunidade jacobinense, seja com projetos sociais voltados a Educação Ambiental, ao turismo e etc. Exemplo disso é o "Mutirão de Limpeza e da Educação Ambiental", realizado no Parque Municipal Natural das Macaqueiras. 

Através dessa nota, nós da Associação Payayá de Guias e Condutores Ambientais de Jacobina também viemos agradecer a todos e todas que contribuíram para a realização desse projeto coletivo. Gratidão por tudo !

Att
Associação Payayá de Guias e Condutores Ambientais de Jacobina.
(Texto Raí carneiro)

terça-feira, 28 de setembro de 2021

A NATUREZA PEDE SOCORRO!

              A NATUREZA PEDE SOCORRO!
   
Um grupo de aproximadamente doze voluntários (dentre eles guias turísticos e estudantes e apreciadores da fauna e flora da região além de um visitante) fez mais uma limpeza no Parque Municipal da Macaqueira no último domingo (26). 
O grupo encontrou de tudo um pouco: de animais mortos a camisinha passando por plásticos que usuários de drogas vão deixando pelos caminhos e até restos de uma bicicleta. E chegou-se à mesma conclusão que outros grupos ambientalistas chegaram há mais de vinte anos atrás: é preciso acontecer uma parceria entre esses voluntários e os órgãos ambientais responsáveis (Secretaria de Meio Ambiente, Codema, Inemar Secretaria de Turismo do Estado, Yamana Gold, TEN dentre outros) para que se possa alcançar um resultado mais satisfatório. Mesmo porque, como todos sabem, segundo a  Constituição Federal de 1988 em seu artigo 225: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum e coletivo”. E todos têm também o dever de preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Esses órgãos e empresas precisam e devem chegar junto nessas ações e apoiar com materiais e pessoas, já que o Parque não tem um sistema de manejo, conservação e fiscalização adequado. 
Não adianta fazer uma guarita na entrada do Parque como a gestão anterior fez e deixá-la abandonada. O grupo vem percebendo que algumas vezes ela é ocupada temporariamente por andarilhos e hippies que estão de passagem pela cidade. Sem contar a depredação da mesma por vândalos e desocupados que é constante. 
Se não há uma vigilância e fiscalização, consequentemente há depredação do patrimônio público. Na nossa região podemos citar mais um exemplo nesta direção. O povoado de Itaitu, nos últimos anos, vem observando um boom imobiliário e o consumo de bens e festas em detrimento à preservação ambiental e da cultura; isso tem preocupado muito os moradores mais antigos e tradicionais. 
Queremos sim ver o desenvolvimento de nossa cidade e região, mas isso precisa e deve ocorrer paralelamente ao desenvolvimento sustentável e ao esforço na preservação de nosso meio ambiente, cultura e tradições populares.
-Márcio Melo, professor e escritor jacobinense, 28/09/2021.
Obrigado a Todos e Todas quer participarão  Desse Multirao .... 

domingo, 5 de setembro de 2021

Multirao de Educação



A associação PAYAYAS, que é  um coletivo de condutores e Guias ambientais, atuante nas causas socioambientais no município, promove mais um MUTIRÃO VOLUNTÁRIO para a limpeza do local, e Convida Tod@s para esta ação que será realizada  no dia 26/09/21, tendo início ás 10h da manhã. 
 Dada a pandemia, pedimos Tod@s que sigam os protocolos de biossegunça
 ( Uso de máscara, dista cimento e higienização com Álcool em Gel)  




Sigamos!  Cooperando, e unindo forças em prol da preservação dos recursos naturais, e pelo respeito a vida



Localizada no entorno do Rio do Ouro, A Macaqueira, como é mais o Parque Municipal Jacobinense, tem sido um belo presente ofertado pela natureza, tanto para os moradores locais, quanto para aqueles que o visitam. 
Além de uma exuberante riqueza hídrica e ecológica, o local tem uma inestimável importância na construção da história do município:
 Marco de desenvolvimento, a Macaqueira é lembrada por ter abrigado os primeiros sistemas de geração de energia elétrica e água tratada para a sede do município de Jacobina. Como Citado no artigo publicado pelo historiador e Jornalista Jacobinense Gervásio Lim: ‘” A partir do início da década de 50, do século passado, as águas do Rio do Ouro, que nasce na região, serviam para movimentar o gerador de uma pequena central hidrelétrica (a Casa de Luz de Jacobina), conhecida também como “usina” e para abastecer a cidade depois de passar por um processo de tratamento que acontecia em um grande tanque construído também nas dependências do atual parque. Local conhecido como o ‘filtro’, atualmente em ruínas”.
 Além de ser responsável pela geração de energia elétrica, por fornecer água para consumo humano e alimento para inúmeras famílias através dos seus pescados, garimpagem ilegal, lavanderia comunitária e local lazer para a população.
Atualmente o Parque encontra-se em situação de abandono pelo poder público, o que vem contribuindo para a degradação tanto dos recursos naturais, bem como para a má fama de um lugar perigoso e ponto de encontro de usuário de drogas, contrapondo-se à real necessidade de existência da Unidade de Conservação, sendo que o  local um Potencial gigantesco para realização de estudo, pesquisas científicas, fomento a educação ambiental bem como o desenvolvimento do ecoturismo e atividades de lazer, lembrando que o local é de fácil acesso, e encontra-se localizado próximo do centro da cidade.
É um privilégio de uma cidade possuir tamanha riqueza! É um crime a não preservação e não uso consciente.

Núcleo de Promoção Associação Payayá de Guias e Condutores Ambientais de Jacobina)
+Legenda. Raquel Araújo Brasil 
+Design. Lucivaldo dos Santos

Núcleo de Pesquisa  Associação Payayá de Guias e Condutores Ambientais de Jacobina)
+Rai Macedo 
+Raquel Brasil 

Núcleo de Execução Associação Payayá de Guias e Condutores Ambientais de Jacobina)
+Tauana Naiara
+Raquel Brasil
+Rai Macedo
+Lucivaldo dos Santos 
+ Maria Dalva  

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Assembleia de Fundação


A associação PAYAYAS É um coletivo de condutores e Guias ambientais, que vem se organizando para atuar junto ás causa Socioambientais no município de Jacobina-Ba e Região. 
 ✅ Para melhor desemprenho e atuação, esse coletivo, vem seguindo as etapas para se formalizar como Associação, sendo que, no dia 17/05/2021, foi realizou-se Assembleia de Fundação, onde houve a estruturaçao do estatuto, bem como a  eleição dos membros do núcleo diretório. 🤜🤛
A partir desse passos, seguimos paras próximas etapas, que será o registro em cartório. 🍀
 As atividades estão sendo realizadas de forma voluntária, e a captação de recuso está sendo feita através de doações. 
Fica aqui o convite a tod@s para que se associem, e o número do pix para quem quiser apoiar a causa: (74 9 9813-0112
Banco Inter)
Sigamos! 🤝 cooperando, e unindo forças em prol da preservação dos recursos naturais, e pelo respeito a vida✊

(Núcleo de Promoção Associação Payayá de Guias e Condutores Ambientais de Jacobina)
+Legenda. Raquel Araújo Brasil 
+Design. Lucivaldo dos Santos 

Feban 2022

Participamos da Feban 2022 quer aconteceu nós dias 13 a 15 de outubro ... Na faculdade AGES realizado pela ACIJA com apoio da Pr...